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Planta T-23 Uirapuru

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PLANTA PARA CONSTRUÇÃO

Planta T-23 Uirapuru

Código: PLN T23UIRA103

PLANTA PARA CONSTRUÇÃO - Em 2 folhas impressas em escala 100% (não é necessário ampliar ou reduzir)

T-23 Uirapuru
Se você procura um modelo para construir uma réplica em Escala capaz de deixar todo mundo na sua pista com água na boca, este é o avião certo.

Detalhamento: Escala ou semi-escala
Configuração: Asa baixa
Trem de pouso: Triciclo
Canais de RC: 4
Motorização sugerida: 40 a 55-2T ou 50 a 60-4T ou elétrico equivalente
Envergadura: 1.410 mm
Comprimento: 1.052 mm (com spinner)
Peso aprox.: 2.250 g
Desenho de Ivan Plavetz
Projeto de Biassino Ramos

Escala da planta: 100%
Nº de folhas: 2


T-23 Uirapuru

Ele tem jeito de aeromodelo, mas nasceu para ser o treinador básico da Força Aérea Brasileira.

Álvaro Caropreso

A paixão pelo T-23 Uirapuru aconteceu de estalo, quando o vi pela primeira vez estacionado na pista do Centro Técnico da Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos, SP. Isso deve ter acontecido por volta de 1967 ou 68, quando as primeiras unidades desse avião projetado pelo engenheiro José Carlos Reis foram construídas pela fábrica Aerotec para atender a uma encomenda da Força Aérea Brasileira. O Uirapuru se destinava a substituir os antigos Fairchild PT-19 e os Fokker S-11 como avião de treinamento primário na Academia da Força Aérea (AFA). Naquela época, eu estava em uma grande encruzilhada: Não era capaz de me decidir entre buscar uma vaga de piloto da FAB ou os lauréis de pesquisador ou professor de Física. Por razões que desconheço, apostei na segunda opção a despeito de o envolvimento com o aeromodelismo empurrar na outra direção desde a infância. Por razões ainda mais inexplicáveis, a Física acabaria me fazendo aportar no Jornalismo. Somando, foram 16 anos sem construir um aeromodelo. Isso não faz bem à saúde.

Diz a lenda que o uirapuru enfeitiça os outros pássaros da floresta com o raro canto que anuncia a construção do seu ninho. Todos ficam em silêncio para ouvir a melodia do solene ato de voltar-se para si mesmo. O avião fez isso comigo numa manhã de sábado quando vi um modelo pintado com o padrão da AFA na vitrine da Casa Aerobrás, em São Paulo. Era um kit para Vôo Circular Comandado (VCC ou U-Control). Comprei-o na hora. Joguei fora as tralhas acumuladas durante os anos em um quartinho nos fundos de casa e reativei minha oficina. Aquele seria o primeiro aeromodelo construído por mim como adulto - pai e dono de responsabilidades inversamente proporcionais ao patrimônio material acumulado em um período da história do Brasil em que não havia fronteira entre a militância política e o jornalismo profissional.

Construir aquele Uirapuru foi divertido, mas deu muito trabalho. Os dedos precisaram se recalibrar para tarefas desse tipo, inclusive para a pilotagem. Por isso, o avião voltou quebrado após o vôo de estréia em um ermo pátio de estacionamento no campus da Unicamp, em Campinas, SP. Com um modesto motor Sassi 15 no nariz, o T-23 voou pendurado na falta de potência. Contra o vento, em pré-estol; a favor do vento, em estol puro. Para não cair, era preciso correr para esticar os cabos como se o avião fosse uma pipa. Um sufoco! Talvez um motor mais valente resolvesse o problema, mas o Sassi 15 era a única alternativa que cabia no meu orçamento. A solução foi montar outro modelo, mais leve, para reaprender a pilotar.

Mais tarde, quando os modelos radiocontrolados começaram causar comichões, um Uirapuru RC entrou nos meus planos. A primeira experiência foi um fracasso. Tentei adaptar o modelo da Aerobrás, mas inutilizei o avião de tanto mexer. Depois, construí um modelo novo a partir de modificações na planta. Outro fracasso. Abandonei temporariamente a idéia, pois a fissura para voltar às pistas era mais forte do que a paciência para projetar e testar.

Muita água rolou até o dia em que, já como editor de Hobbylink/MeN, soube que a loja Aero Shop, de Porto Alegre, vendia uma planta do Uirapuru para motor .40/.46, projeto do construtor Biassino Ramos. Encomendei uma delas e, ao abrir o envelope, tive uma convulsão dicotômica. Meu lado aeromodelista queria iniciar a construção imediatamente, enquanto meu lado editor gritava para publicar a planta. "É muito bacana! É muito bacana!" E decidi publicar a planta, com a permissão do autor e da Aero Shop e, mais uma vez, com a notável habilidade do desenhista Ivan Plavetz.

No desenho de Plavetz foram acrescentados mais detalhes e soluções de execução para facilitar a vida de quem tem pouca experiência no trabalho em oficina ou na construção de modelos a partir de plantas. O resultado que se nesta planta de Hobbylink é, provavelmente, um dos melhores desenhos técnicos já publicados em uma revista especializada em aeromodelismo.

A planta de Biassino refere-se à versão militar do Uirapuru, com denominação de fábrica A-122A. Esta se distinguia da versão civil (A-122B) pelo canopy do tipo "bolha", mais bojudo e todo envidraçado para permitir visão ampla por parte do aluno e do instrutor sentados lado a lado (veja a ilustração com três vistas destas versões). De acordo como o historiador Roberto Pereira poucos exemplares do civil A-122B foram construídos, a maioria destinada a aeroclubes de diversas cidades do País. Até recentemente pelo menos um A-122B permanecia em operação no Aeroclube de São José dos Campos. Ao todo, foram fabricados 330 exemplares até 1976.

É importante notar que o avião original, full scale, possuía uma espécie de barbatana debaixo da fuselagem, estendida do bordo de fuga da asa até a ponta da cauda. Essa superfície foi acrescentada pelo projetista para eliminar a tendência de o avião entrar em parafuso ao executar curvas fechadas descendentes (a cauda curta pode contribuir para isso). Uma réplica em escala reduzida talvez acentue essa tendência. Por isso, é recomendável que a barbatana seja incorporada ao modelo. Haverá uma certa dificuldade para se fazer o canopy transparente. A moldagem a vácuo de uma lâmina de poliuretano é a técnica mais recomendada. Se você não domina este processo, há no País muitos construtores em cujas oficinas isso pode ser feito sob encomenda, desde que se prepare um molde sólido. Para isso, o melhor caminho consiste em esculpir um bloco de Isopor® para dele se fazer outro, de gesso. O desenho em corte nesta página ajuda a perceber melhor as sutilezas da peça.

 


"O Uirapuru é muito fera!"

Foi assim que o piloto André Barata, o Novena, de Belém, referiu-se ao modelo que ele construiu a partir da planta de Hobbylink. Na foto, ele e seu pai, o veterano aeromodelista Paulo Barata, conhecido em Belém como Seu Promessa, mostram o modelo no dia da estréia, no Aeroclube do Pará. Eis o que eles contam sobre o avião:

“A construção do T-23 seguiu religiosamente a planta de Hobbylink. É um modelo muito honesto, de fácil construção e acabamento. Na entelagem, usei vinil auto-adesivo fino. Uma dica: antes de aplicar o vinil, eu costumo passar com uma estopa uma camada de selador para madeira diluído – tipo Movelack® – ou dope, para deixar uma fina cobertura na madeira e, assim, melhorar a aderência do plástico.

A única peça que deu trabalho foi o canopy. Fiz uma adaptação a partir de uma fôrma para ovo de páscoa de aproximadamente 1 quilo. Dá certinho. As peças foram coladas separadamente e, no centro, que é reto, usei uma chapa simples de acetato.

Fiz umas adaptações no piloto para que o boneco ficasse de corpo inteiro. O painel é de minha autoria, depois de mil anos de pesquisa pelo real na Internet. Não foi moleza! Mas este é um modelo que vale a pena investir na construção.

O rádio é usado é um Futaba de 4 canais. O compartimento do motor foi adaptado para um SuperTigre 40 – outro motor não caberá. Ficou tão justo que, para instalá-lo, meu pai precisou retirar o carburador.

O voo é idêntico ao do T-23 em escala cheia, segundo os colegas que já pilotaram tanto este como
o aeromodelo, com tendência de jogar a cauda. Por ter ficado extremamente leve, meu modelo tem velocidade estol baixíssima. Nessa condição, ele não cai de ponta de asa. No pouso, ele é uma mãe!”
 

 





 


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